Adaptando histórias

Talvez um dos maiores pontos de implicância entre leitores e produtores, a adaptação de livros para o cinema e séries é sempre um tópico delicado. A cada ano que passa isso tem acontecido mais e mais, o que tem levantado muita discussão e até causado algumas intrigas entre amigos e colegas.

Eu já fui uma das pessoas que costumava torcer o nariz para toda e qualquer adaptação – ah, adolescentes! – e até mesmo já deixei de assistir a algo para evitar “ficar chateada”. Com o passar do anos, fui deixando a frescura de lado e passei a aceitar que tem muita coia boa no mercado. Várias vezes cheguei até mesmo a entender melhor alguns trechos que não tinham sido claros quando li o livro.

Pensando nisso, criei uma lista com minhas adaptações favoritas. Talvez mesmo aqueles que tem algo contra essa prática encontrem algo bom!

  1. Cloud Atlas (2012)
    Dirigido por Tom Tykwer, Lana Wachowski e Lilly Wachowski e baseado no livro de mesmo nome pelo autor David Mitchell, Cloud Atlas é definitivamente um dos meus favoritos. Eu sei que muitas pessoas detestaram porque acharam bastante confuso, mas quem já leu a história com certeza adorou. Um dos pontos fortes da narrativa é que ela é contada de forma diferente a cada geração, e o filme tentou de certa forma captar essa diferença. O uso dos mesmo atores em diferentes papéis também foi um toque incrível, somente possível na tela.
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  2. And Then There Were None (2015)
    Eu já falei desse livro antes aqui no blog, sendo um dos meus favoritos pela Agatha Christie. Para a minha surpresa, a BBC fez uma adaptação de duas partes desse livro, e meu Deus, que adaptação maravilhosa. Visualmente atraente, atores incríveis e um roteiro que abraça a história com fervor. Não tem como melhorar!
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  3. Howl’s Moving Castle (2004)
    Sei que muita gente que leu o livro por Diana Wynne Jones ficaria decepcionado comigo por acrescentar esse filme à lista. Com direção do maravilhoso Hayao Miyazaki, essa adaptação faz jus ao livro, mas com algumas diferenças em relação ao original. O que mais me encanta no filme é a habilidade de Miyazaki de manter a base da história original ao mesmo tempo em que a adapta ao mundo moderno. Eu com certeza aprecio os dois igualmente!
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  4. Atonement (2007)
    Aqui eu roubei um pouco. Eu assisti ao filme primeiro, e gostei tanto que decidi dar uma chance ao livro. Os dois são maravilhosos. O filme captou a delicadeza e amarga beleza do original de uma forma impressionante. Percebi também que a escrita de Ian McEwan é muito boa para adaptar ao cinema, principalmente pelo diretor Joe Wright. Os dois tem uma sintonia muito grande em ambientação e caracterização. Muitos dizem que o filme focou demais na relação entre Cecilia e Robbie, mas discordo. Enfim, fica aqui a dica.
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  5. To Kill a Mockingbird (1962)
    O filme é um verdadeiro exemplo de como tecnologia não é a única responsável por bons filmes. Preto e branco, a maioria das pessoas não pensa duas vezes e passa batido pelo filme. No entanto, perdem a chance de ver um grande clássico sendo transformado em um grande filme. Todos os grandes pontos da narrativa de Harper Lee se encontram nessa bela produção, principalmente quanto ao preconceito da época. Eu sempre tento convencer todos a assistir essa obra de arte!
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  6. Far From the Madding Crowd (2015)
    Apesar de ter apreciado o livro muito mais do que o filme, acredito que o segundo foi muito bem feito. Eu não diria que o diretor captou muito bem a mensagem do livro, mas ele conseguiu manter uma linha concisa e lógica. Apesar de não ser o melhor dos melhores, serve como uma boa sessão de cinema com amigos e parentes, principalmente se entre eles tem algum romântico que precisa de um empurrãozinho em direção à realidade dos relacionamentos.
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Sei que muitas pessoas tem na ponta da língua muitas outras adaptações, mas não quero me alongar muito. Também gostaria de fazer uma menção especial aos seriados Elementary e Sherlock, que retratam muito bem a imortal imagem de Sherlock Holmes e seu amigo John Watson. Apesar de serem bem diferentes, os dois se adaptam muito bem a seu meio, de forma que os personagens em si não se perdem no mundo de hoje.

Bom, por enquanto é isso. Até a próxima!

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