Pássaro Autor: Agatha Christie

“Eu gosto de viver. Já me senti ferozmente, desesperadamente, agudamente feliz, dilacerada pelo sofrimento, mas através de tudo ainda sei, com absoluta certeza, que estar viva é sensacional.” – Agatha Christie

A rainha do crime também era a rainha da vida. Agatha Christie é a autora mais traduzida no mundo inteiro, superando Shakespeare, Jules Verne e e Stephen King. Apesar de ser mais conhecida por escrever livros de detetives, ela também escreveu peças, romances e até mesmo uma autobiografia. Além de sua vida entre as palavras, o mundo real também lhe trouxe muitas emoções.

Nascida na Inglaterra em 1890, Agatha Christie fazia parte de uma família abastada. Seu primeiro conto foi escrito por volta 1910, e era um rascunho do que mais tarde viria a ser a história A Casa dos Sonhos. Na época, seu interesse pelo sobrenatural e espiritualidade era a base de seus trabalhos. Com a chegada da Primeira Guerra Mundial, ela foi enviada para a França, voltando para a Inglaterra em 1918.

Sua primeira publicação foi O Misterioso Caso de Styles, em 1920. Além de ser seu primeiro livro de mistério, também foi a primeira aparição de Hercule Poirot, o detetive belga que seria um dos mais amados detetives criados por ela, assim como Miss Marple. A partir de então ela passou a escrever mais e mais livros, e outros personagens como Tommy, Tuppence e Parker Pyne apareceram.

Assim como muitas mulheres da época, Christie também escreveu sob pseudônimos, o mais conhecido sendo Mary Westmacott. Esse foi usado em seus romances, em uma tentativa de se manter distante dos crimes que escrevera – e com êxito! Por quase vinte anos ninguém descobriu que era ela quem escrevia sob o nome Mary.

É difícil escolher alguns livros delas, assim como deve ser complicado para um amante de Sherlock Holmes escolher somente alguns casos. Contudo, para tudo dá-se um jeito:

1. E Não Sobrou Nenhum
Leitores mais antigos da autora provavelmente conhecem a história pelo nome de Os Dez Negrinhos. Um de seus livros de maior sucesso, a quantidade de adaptações pela qual ele já passou é enorme. Dez pessoas são convidadas para passar um final de semana na Ilha do Soldado. Logo na primeira noite uma voz anuncia os crimes que cada uma dessas 10 pessoas cometeram, e logo cada um começa a morrer de acordo com um poema infantil. Quem será o assassino?

2. Morte no Nilo
Qualquer pessoa que goste um pouquinho que seja do Egito com certeza vai se apaixonar por esse caso. Com personagens muito interessantes e muita ação, o livro segue Hercule Poirot em suas férias pelo Egito, onde ao invés de fugir de assassinatos e outros crimes, acaba simplesmente pegando o mesmo barco que um.

3. Assassinato no Expresso do Oriente
Até hoje não encontrei nenhuma pessoa que tenha chegado ao culpado cheio de certeza. Esse caso é o melhor exemplo para a famosa frase de Sherlock Holmes: “Uma vez eliminado o impossível, o que restar, não importa o quão improvável, deve ser a verdade.”. Em um trem que tem sua viagem interrompida pela neve, todos vão dormir torcendo para que possam continuar sua viagem no dia seguinte. Porém ao acordarem, um homem é encontrado morto à facadas. Poirot se vê diante de um crime que, quanto mais fundo ele chega, mais complexa se torna a verdade.

4. A Maldição do Espelho
Eu sempre considerei esse o melhor livro para quem prefere detetives mais… humanos. Não que Poirot ou até mesmo o célebre Sherlock Holmes sejam sobre-humanos, mas eles tem aquele ar de gênios. Miss Marple, por outro lado, mostra que a habilidade de resolver mistérios se resume a simples observação e muita fofoca! Ao se mudar para o vilarejo de St. Mary Mead, a estrela Marina Gregg faz uma festa onde uma convidada bebe um coquetel envenenado. Esse acontecimento badalado acaba por levar Miss Marple a uma verdadeira descoberta sobre o passado de vários moradores da região.

Claro que ainda há muitos outros livros que eu gostaria de citar, mas acho melhor parar por aqui antes que eu comece a me empolgar.

Espere! Ainda não acabou! Deixei o melhor para o final:

Como eu já mencionei, a vida de Agatha Christie também é recheada de mistérios. Porém o maior deles nunca foi explicado, aliás ele nem mesmo é mencionado em sua autobiografia!

Em Dezembro de 1926, Christie teve uma discussão com seu marido, que logo após saiu de casa e foi se encontrar com sua amante. No mesmo dia, a autora saiu de sua casa e desapareceu. Seu carro foi encontrado mais tarde com algumas roupas, mas nada dela.

Com tamanha celebridade desaparecida, várias pessoas foram à sua procura; até mesmo Sir Arthur Conan Doyle procurou ajudar, entregando uma luva dela para um médium. Apesar da quantidade absurda de pessoas, nenhum sinal dela foi encontrado.

Dez dias depois, Agatha foi encontrada em um hotel em Yorkshire, sobre o nome Teresa Neele. Inesperadamente, ela não se lembrava de nada. Ninguém nunca descobriu o que aconteceu durante esses dez dias, e milhares de teorias foram criadas.

Agatha Christie não foi somente uma escritora; ela foi uma incrível mulher que provou ao mundo a beleza da mente humana.

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Foto: Os livros na foto são uma versão HQ das obras, publicados em inglês pela Harper Collins.

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