Book Haul #2

Com tantos livros a serem lidos, eu pensei em dar uma pausa nas minhas idas à livraria. Evitei a todo custo passar sequer perto de uma, conseguindo me controlar por quase dois meses. Agora que finalmente consegui diminuir bastante a minha pilha de livros não lidos, me dei ao prazer de passar na livraria e encher as minhas estantes mais um pouco.

Tendo passado tanto tempo longe do mercado e das novidades, fui sem uma ideia em mente do que comprar. Porém percebi que ultimamente o mercado literário parece estar preso em dois tipos de livros: nacionais e YA (young adult, voltado para o público adolescente). Não que eu tenha algo contra esses livros, mas sinto que os tipos de histórias pouco variam.

Contudo isso não me impediu de sair com uma pequena pilha. Nada que um pouco de procura não resolva!

1.. A Vegetariana, Han Kang

Eu já tinha visto este livro milhares de vezes, mas nunca pensei em pegá-lo. Como a carnívora que sou, o título já me tirava toda e qualquer vontade de ler. Dessa vez pensei em pegá-lo e fazer o que deveria ter feito antes: ler o resumo. Acabei ficando tão interessada que acrescentei na pilha sem pensar duas vezes.
 O livro conta a história de Yeong-hye, uma mulher que começa a ter pensamentos sangrentos e decide renunciar à carne. Em um país onde o vegetarianismo ainda não é comum, ela passa por uma grande transformação, tendo experiências cada vez mais fantásticas e complexas.

2.. Green Eggs and Ham, Dr. Seuss
Não adianta: se eu encontrar um livro infantil que eu possa usar com meus alunos, comprarei. Desde que ensinei a uma turminha um trecho de um dos livros dele (One Fish, Two Fish), percebi que crianças aprendem bastante com poemas e rimas. O vocabulário melhora e a pronúncia também. Mal posso esperar para compartilhar esse livro com eles!
 Em uma discussão simples sobre “dizer que não gosta sem ter experimentado”, esse livro é uma diversão para pequenos que estão aprendendo inglês!

3.. Teoria Estética, Theodor W. Adorno

Depois do curso mais incompleto e sem sentido que já fiz de comunicação, cheguei à conclusão de que preciso ler mais teóricos sobre o assunto. Eu ouvi o nome de Adorno e ‘Escola de Frankfurt’ milhares de vezes e saí sem ter muita certeza do que foi dito. Pensando nisso, resolvi dar uma chance a esse livro.
 Levando-se em consideração meu pouco conhecimento sobre o assunto, segue a frase escrita na capa:

“Obra chave, polêmica e inconformista, de um dos maiores teóricos da estética, fundador da Escola de Frankfurt, juntamente com Max Horkheimer.” – Capa da Edições 70.

4.. The Call of the Wild and White Fang, Jack London
Depois de anos de profundo relacionamento com o Transcendentalismo, finalmente irei ler um dos livros que mais me recomendaram desde que expressei meu interesse pelas ideias de Thoreau, Whitman e a Beat Generation. Já passou da hora de ler esses dois.
 O primeiro livro fala sobre Buck, um cão que é sequestrado e precisa aprender a ouvir ‘O Chamado’, aprendendo os modos de seus ancestrais. Já no segundo, um cão parte lobo chamado White Fang aprende a ser bravo e leal após chegar a ponto mais fundo de sua existência. Trabalhando com temas como liberdade, existência e lealdade, esses dois livros fazem parte do panteão literário norte-americano.

5.. The Tale of Genji, Murasaki Shikibu

Eu jamais passaria a chance de comprar um livro de Shikibu. Quando vi essa edição, pulei rapidamente sobre o livro.
 Escrito por um dos maiores nomes da literatura japonesa, o livro conta a história de Genji, o filho ilegítimo de um Imperador e suas relações políticas e sociais. Esse livro é uma grande narrativa sobre a sociedade japonesa da época de Shibiku – uma pérola para aqueles que tem interesse sobre a história do país.

6.. Norse Mythology, Neil Gaiman

Apesar de fazer parte do meu Book Haul, esse livro não foi comprado por mim. Eu estava esperando como louca por ele, e ganhei de minha tia recentemente. Neil Gaiman é meu autor favorito do estilo fantástico; seu mundo é completamente absurdo, sua escrita é doce e seus personagens são atraentes. 
Em Norse Mythology, Gaiman reconta as histórias de deuses encantadores e místicos, usando a sua escrita para trazer de volta um panteão que vinha se perdendo no mundo atual. É fascinante ver que ainda têm pessoas interessadas em mitologia – e quem melhor do que o autor de American Gods para contar essa história?

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